Galhada, em tempos de fissura

O espetáculo “galhada, em tempos de fissura” se debruça sobre sensibilidades e existências diversas, em uma investigação crítica acerca do Antropoceno, considerado por alguns pensadores como uma nova era geológica, caracterizada pelo impacto de ações humanas predatórias no planeta;.

Quando ocorrerá:

Classificação: Livre

Local do espetáculo:

Teatro Sesc Paulo Autran – Taguatinga Norte

Sala:

St. B Norte CNB 12 Área Especial 02/03 – Taguatinga, Brasília – DF

Teatro do Instante

RELEASE

O espetáculo “galhada, em tempos de fissura” se debruça sobre sensibilidades e existências diversas, em uma investigação crítica acerca do Antropoceno, considerado por alguns pensadores como uma nova era geológica, caracterizada pelo impacto de ações humanas predatórias no planeta; ou Capitaloceno, como defendem aqueles que percebem que a crise climática que vivemos não é agravada por ações de todos os humanos indistintamente, mas especialmente por aquela parcela de pessoas que concentra e acumula capital e poder de consumo; ou, ainda, Plantationoceno, terminologia que faz referência à continuidade do projeto colonial em suas dinâmicas de subalternização, escravização e exploração não apenas na relação com outros seres humanos, mas remetendo ainda à pressão da monocultura e da indústria agropecuária nos processos de devastação do planeta dentre outras designações.

Assume-se um posicionamento anticolonial, já que a colonialidade, projeto de poder que se estende no tempo após o marco histórico do colonialismo, junto ao capitalismo, são faces distintas de uma mesma disposição exploratória de pessoas, existências não humanas e seus mundos. Trata-se de uma era que se erige sobre extermínios reais e simbólicos: um cemitério de mundos, vidas, existências, espécies, línguas, culturas… A partir dessas inquietações, “galhada, em tempos de fissura” propõe uma poética ecocrítica e performativa, integrando música ao vivo, sons pré-gravados e imagens em vídeo. No espetáculo a galhada é evocada como um conceito, experimentada como um sintoma e fabulada como uma encantaria, uma imagem transespecífica que se conecta aos mundos vegetal, animal, mineral e “digital”, operando também como uma encruzilhada de tempos, mundos, referências e potências.

 

Referências da pesquisa: Aílton Krenak, Alyne Costa, Antônio Bispo dos Santos (Nego Bispo), Bia Medeiros, Bruno Latour, Davi Kopenawa, Donna Haraway, Eduardo Viveiros de Castro, Emanuelle Coccia, Fabiola Fonseca, Isabelle Stengers, James Lovelock, Leda Maria Martins, Lynn Margulis, Luiz Rufino, Luiz Antônio Simas, Mar Revolta, Martina Davidson, Nastassja Martin, Stefano Mancuso, Vinciane Despret.

 

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Ficha técnica

  • Concepção e atuação: Alice Stefânia
  • Operação de som, vídeo e guitarra ao vivo: Fernando SantanaDireção geral: Alice Stefânia e Giselle Rodrigues
  • Dramaturgia: Alice Stefânia e Fernando de Carvalho
  • Direção de arte, cenografia e figurinos: William Ferreira
  • Direção de atriz e movimento: Giselle Rodrigues
  • Direção musical: Diogo Cerrado e Lupa Marques
  • Trilha sonora: Alice Stefânia, Diogo Cerrado, Fernando Santana, Lupa Marques
  • Colaboração sonora: Jota Dale
  • Vozes em off: Bidô Galvão, Fernando de Carvalho, Kamala Ramers, Saulo Moreira
    e William Ferreira
  • Vídeos: Joy Ballard
  • Iluminação: Jackson Tea
  • Iluminadores colaboradores e operadores de luz: Larissa Souza e Marcelo Augusto Santana
    Colaborações dramatúrgicas: Érico JosÉ, Saulo Moreira, Takaiúna
  • Citações: Ailton Krenak, Bia Medeiros, Donna Haraway, Roberto Carlos, Saulo
    Moreira
  • Colaborações artísticas: Kenia Dias, Rita de Almeida Castro
  • Supervisão de pesquisa de pós-doutorado: Beth Lopes
  • Gestão e produção: Kamala Ramers
  • Identidade visual: Maíra Zannon
  • Fotos de divulgação: Diego Bresani
  • Coordenação de projeto de mediação: Wellington Oliveira
  • Parcerias no projeto de mediação: Lacrí (Laboratório de Crítica Teatral), Projeto
    Mediações
  • Apoio: ECA – USP, PPGCEN – UnB
  • Criação: Teatro do Instante – Grupo de Pesquisa Poéticas do Corpo

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